segunda-feira, 3 de maio de 2010

Prazer, Stela.

Com o perdão de iniciar minhas atividades neste espaço reclamando, cabe dizer que tenho pavor de apresentações: as pessoas acabam por fazer uma caricatura exagerada de si mesmas, tropeçando nos clichês batidos. Mas já que eu preciso dizer isso para não passar por mononucleótica, cá estamos.


Minha mãe escolheu meu nome estudando para uma prova de Latim na faculdade – acho que isso me deixou, de antemão, mais nerd que a maioria. Talvez por ter sido “escolhida” num dicionário, o fascínio pela palavra escrita nasceu comigo, e a minha curiosidade (que perturbou todos os conhecidos) me permitiu, secretamente, decodificar a lógica da leitura. Num dia, aos 2 anos e meio de idade, resolvi comunicar minha descoberta:


- Olha, pai: CI-CLIS-MO.

- Quê? Onde?

- No carro da frente...você não lê, não?


Infelizmente, ciclismo passou longe dos meus talentos. Eu acabei por passar a infância correndo de atividades físicas: cultivei minha miopia entre pilhas de livros, muitas vezes lidos em condições adversas (Confesso que, hoje, eu me acharia uma criança muito chata). Eu devo ter escolhido a faculdade de Direito por isso: lá os livros são bem grandes.


Tanta literatura deixou algumas seqüelas: humor velado, dramaticidade estúpida, óculos de grau, ausência de meias-palavras e motricidade zero. O que esperar de mim? Fácil! Relatos dramáticos, desastres variados e muitas daquelas histórias que só podem pertencer a um gênero: o só-podia-ser-comigo.


Com muitos advérbios de modo e superlativos absolutos sintéticos.

Um comentário:

  1. Estou adorando o sincretismo desse Blog. Rs

    Idéias começam a brotar em minha mente tal qual palma no sertão!

    A casa é sua senhorita Tannure!

    Bjs

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